
S. Pedro, esta madrugada...
Buona notte, è ora d'andare a letto
A procura de mim pelos caminhos do tempo




NOTA: Em reunião plenária foi decidido alargar as pré-inscrições a 15 elementos, por isso continuam abertas as inscrições. Os demais interessados são bem-vindos e ficarão na lista dos suplentes até à escolha definitiva da embarcação e do número definitivo de passageiros. Ninguém está excluído à partida. E preparem-se que ideias não me faltam. Já estou em conversações com a SIC e com a TVI para vendermos os direitos de transmissão das nossas farras, de modo a pagarmos as nossas "biages".
Sarajevo (Ago. 1988)
O VASO DA VELHA CHINESA
Uma chinesa velha tinha dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas. Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Todos os dias ela ia ao rio buscar água, e ao fim da longa caminhada do rio até casa o vaso perfeito chegava sempre cheio de água, enquanto o rachado chegava meio vazio.
Durante muito tempo a coisa foi andando assim, com a senhora chegando a casa somente com um vaso e meio de água. Naturalmente o vaso perfeito tinha muito orgulho do seu próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
Ao fim de dois anos, reflectindo sobre a sua própria amarga derrota de ser "rachado", durante o caminho para o rio o vaso disse à velha: "Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que tenho faz-me perder metade da água durante o caminho até à sua casa ..."
A velhinha sorriu: "Reparaste que lindas flores há no teu lado do caminho, somente no teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todos os dias, enquanto voltávamos do rio, tu regavá-las. Foi assim que durante dois anos pude apanhar belas flores para enfeitar a mesa e alegrar o meu jantar. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa!"
Cada um de nós tem o seu defeito próprio: mas é o defeito que cada um de nós tem, que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.
É preciso aceitar cada um pelo que é ... e descobrir o que há de bom nele!








@ Viajante (Abr. 2008)
No espaço de 24 horas recebi dois telefonemas insólitos: um a pedir uma entrevista sobre o meu trabalho académico e um outro a anunciar, ainda para este mês, o lançamento na FNAC de um livro de que sou coordenador. Para quem está a atravessar o deserto e a quem nada acontece de mão beijada é no mínimo para estar moderadamente satisfeito. Sim, porque já se sabe que quando a esmola é grande o santo desconfia. Ó se desconfia...
Pelo sim pelo não vou manter o telefone ligado, não vá o próprio ministro querer formalizar aquilo que as más línguas têm apregoado aos sete ventos: que "ele" anda a preparar a candidatura a director do museu... Eu cá preferia que os telefonemas tivessem o prefixo internacional, pelo menos ficaria mais crente que não se trataria de mais um efémero ataque do pavão lusitano. É que no resto do ano os dias estão longe de ser assim...


Sábado à noite, chuva a potes, vontade de sofá, de manta e aconchego, depois de um dia muito animado na companhia de bons amigos. Como a televisão é mentira, principalmente ao fim-de-semana (nem sei para que tenho N canais no cabo), resolvi recorrer ao videoclube mais próximo. Ao fim de uma primeira e pouco esclarecedora passagem de olhos pelas capas dos filmes, escolhi este Breaking and Entering, de Anthony Minghellam, por pura intuição e não me arrependi. Vale a pena! Fala da crueza das relações sociais e emocionais dos dias de hoje, e da verdade como forma de superarmos o fracasso e a desilusão.


Depois de cada viagem por terras diferentes tenho o hábito de reler os roteiros que me acompanharam e revisitar com demora as fotografias que fui tirando. Quando se viaja por gosto, como é o meu caso, é raro não nos enamorarmos pelos lugares por onde passamos e dos quais guardamos religiosamente memórias de momentos felizes e dias despreocupados. Difícil mas inevitável é ter de regressar à vida de sempre e deixar no baú das memórias mais um namoro de férias. Numa primeira passagem por essas lembranças recentes seleccionei estas imagens que de algum modo ilustram três dias bem passados numa ilha portuguesa a poucas horas do Equador.
Nesta altura da Primavera algumas ruas do Funchal estão pintadas a tons de azul dos Jacarandás e de laranja-avermelhado das flores de uma outra árvore que tem o nome de Chama-da-Floresta, uma espécie que foi introduzida na Madeira, em 1772, pelo famoso capitão Cook.

