30 de abril de 2009

De novo em viagem



Volto a fazer as malas, o destino agora é os Açores, mais concretamente as ilhas de S. Miguel e da Terceira. Vou por uma semana, cumprindo o desígnio de viver o azul junto de quem amo, neste caso a mãe G., a quem anualmente dedico uma semana de férias, só os dois. Decidi há três anos instituir este costume, a ser cumprido religiosamente, sempre que possível. Pensando bem são estes momentos de cumplicidade e de aventura que nos enchem de vida e de gratas memórias de caminhos trilhados lado a lado. Enquanto cá estivermos o caminho é para ser cumprido assim, de perto!
Fiquem bem, logo logo estarei de regresso com histórias e novas fotografias. O meu abraço!

27 de abril de 2009

Douro & blue friends


Rio Douro © VJ, Abr. 2009

Foram três dias formidáveis pelas margens e pelos montes do Douro Sul, até o tempo esteve de feição oferecendo azul à cor da paisagem, já de si esmagadora. Gosto sempre de revisitar aquelas paragens, mais ainda na boa companhia de 10, 11, 12 friends. Sim, é que, para meu desespero, o número ia flutuando, tal como o barco que nos levou rio acima até à foz do Tua :))

O nosso Portugal é muito bonito, então se o tratarmos bem, fica que nem um regalo.

24 de abril de 2009

37...

© VJ, Ago. 2008
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Mais um ano já cá canta com um sorriso leve mas sentido, com a alma feliz e o coração aconchegado, de quem reconquistou a fortuna de degustar "com aquela" alegria" a passagem dos dias. Este ano, o meu aniversário será celebrado bem ao jeito do viajante, isto é, a viajar na companhia de um grupo de bons amigos. Desta vez o destino será as margens do Douro, onde nos esperam repastos, tertúlias, passeios, muitas gargalhadas e boa disposição.
Para quem não puder juntar-se à comitiva fique um pouco por aqui, aceite o meu abraço e deixe-se embalar pela música, é o meu presente ;-)
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A vida é realmente bela desde que a saibamos viver. Haja saúde e ganas de a tocar em frente!

19 de abril de 2009

Sancta Clara de Coimbra


Most. Sta. Clara de Coimbra (PT) © VJ, Abr. 2009

Depois do falso alarme de Dezembro último o mosteiro de Santa Clara-a-Velha de Coimbra abriu as suas portas. Andei por lá praticamente todo o dia de hoje tal foi o encanto da revelação, pelo que recomendo vivamente uma visita. O centro interpretativo está excelente, os conteúdos bem apresentados, rigorosos e cheios de interesse. A arquitectura do edifício muito agradável, o espaço arqueológico um verdadeiro convite a uma viagem no tempo até ao mundo monástico mendicante feminino dos séculos XIV ao XVII. Enfim, tudo se conjuga para proporcionar ao visitante uma passagem inesquecível pela nossa história e pelo nosso património.

Finalmente Coimbra tem algo de único que nos deve encher a todos de orgulho. E tanto que de semelhante podia ser feito por este país fora... Restou-me o conforto final de ver, logo no primeiro dia de abertura, o mosteiro ser visitado por centenas de pessoas que chegaram a fazer fila para entrar. Quererão os nossos governantes melhor indicador que nem só com auto-estradas e TGV's se educa e moderniza uma sociedade? Vamos lá restaurar, musealizar e dinamizar o que nós temos de único: a nossa história e o nosso património, ou seja, aquilo que no fundo consubstancia a nossa identidade colectiva enquanto povo com 900 anos de história e de memória.

9 de abril de 2009

Y(esus) H(ominum) S(alvator)


Florença (IT) © VJ, Set. 2008

Incomoda-me a ritualização contemporânea do calendário religioso. Duvido que grande parte das pessoas saibam o verdadeiro significado das festas, das tradições e dos hábitos que herdámos dos nossos avós. O Natal, por exemplo, converteu-se num velhinho de barbas a distribuir prendas e a Páscoa em coelhinhos ovócitos. O Natal hoje em dia, e sobretudo para as gerações mais novas e urbanas, significa apenas férias, prendas e guloseimas, ao passo que a Páscoa corresponde a mais férias, a amêndoas, a coelhinhos de chocolate e a mais comida. O porquê do calendário móvel da festa da Páscoa, poucos o sabem; o porquê dos coelhos e dos ovos idem; a interiorização da razão maior desta festa católica - a morte e a ressurreição de Cristo, então isso agora não interessa mesmo nada. Preocupa-me este comemorar por comemorar sem conhecermos ou vivermos o verdadeiro significado do momento, isso leva-nos ao acefalismo consumista, à ritualização indiferente da compra, ao abandono e ao esquecimento das nossas tradições.

Boa Páscoa! E já agora, por que é que a Páscoa deve ser boa?

4 de abril de 2009

Curvas do caminho


Caramulo (PT) © VJ, Jan. 2009

Estava aqui a falar com os meus botões sobre uma boa notícia que recebi esta semana. E acrescentei aos meus pensamentos que se há momentos que pedem acção imediata há também aqueles que exigem prudência e paciência de espera. O tempo, também ajudado com uma pitada de sorte (ajuda sempre), lá se encarrega de fazer das curvas linhas rectas, e como é fantástico quando assim é, ainda para mais quando isso acontece para nos levar onde nós queremos, finalmente!

Enfim coisas minhas, que me fazem sorrir...

28 de março de 2009

Into my wild


© VJ, Ago. 2008

Ontem vi o filme "Into the wild" de Sean Penn. É um trabalho belíssimo e ao mesmo tempo desconcertante, que nos interpela com o exigente desafio, por muitos nem sempre assumido, de procurar a verdade que existe em cada um de nós. Nesta história, baseada em acontecimentos verídicos, essa busca pelo ser e não pelo ter é-nos retratada na sua forma mais radical, quem sabe mais autêntica. Por aqui fica bem evidente que a verdade por vezes custa, dói, exige, rompe, afasta, renova, eleva-nos.
Na busca solitária pela sua verdade Christopher McCandless, a personagem principal deste filme, só teve uma pena, a de não ter partilhado a sua felicidade, para esta ser igualmente verdadeira.

Um filme imperdível.

22 de março de 2009

Comer com os olhos


© VJ, Mai. 2005

Devo admitir que ando com um apetite voraz, tudo o que vem à rede é peixe, ou melhor, quase tudo... É que não bastando o que criteriosamente me calha em sorte ainda vou cobiçar o prato da vizinhança. Deve ser da boa disposição primaveril, digo eu. E por falar em apetite, já confessei aqui a minha apetência por flor de abóbora, agora é a vez de me declarar fan de alcachofras. Além de as achar vistosas, o suficiente para as querer fotografar, são uma autêntica delícia, bem estufadas com sal e alho com um acompanhamento de arroz branco ou então a coadjuvar carne ou peixe assados. Vêem, não vos disse que estou um comilão?!
Sorry for this silly post, I took to much sun, I think ;-)

15 de março de 2009

Lapsus tecla


Peseu com cabeça de Medusa (Cellini, 1554)
Piazza della Signoria, Florença (It) © VJ, Set. 2008

Não foi sexta-feira 13 mas sim sábado 14! Passo a contar o meu grande, para não dizer gigantesco azar: recebi um mail de coisas de trabalho que me deixou furibundo, de tal ordem que decidi compartilhar o meu desagrado reenviando esse mesmo mail a alguém muito íntimo, onde também manifestava a minha indignação quanto ao conteúdo da missiva e opinava sobre o autor da mesma de forma muito pouco abonatória da sua pessoa. O problema é que má hora das más horas, em vez de clicar no "re(enviar)" para o destinatário do meu desabafo cliquei no "re(sponder)" ao autor do mail, donde o meu fel foi parar direitinho à pessoa visada. O sarrabulho tem sido de tal ordem que prometo que juro e juro que prometo olhar quinhentas vezes antes de expedir seja que missa for. O pior é que a pessoa em questão está agora a pedir a minha cabeça quando eu próprio já a cortei... de arrependimento. Estúpida da tecla!!

12 de março de 2009

A Esplanada


Florian, Piazza San Marco, Venezia (It) © VJ, Mai. 2005

O subsconciente é tremendo, prega-nos cada partida que só visto. Bastou o tempo dar um ar de Primavera plena para o meu pensamento resvalar rapidamente rumo a paisagens estivais, ou então mergulhar na recordação de momentos dolce fare niente, de puro deleite e degustação da vida. Desses momentos faz sempre parte uma esplanada, uma vista sobre o mar, uma paisagem de montanha, qualquer coisa. Pois então, aqui o senhor "subcons" pôs-me esta noite em Veneza (uma chatice, eu sei...) a beber champagne (um sacrifício...) e a dançar naquela que eu considero A Esplanada, a do mítico e inesquecível Florian, está claro!
Muito bem, já percebi a razão deste filme todo e de tantos espirros, é do pó(len) primaveril ;-)

2 de março de 2009

Percursos Ondulados




Rio de Mouros © VJ, Fev. 2009

28 de fevereiro de 2009

Keep the Faith



Eu diria que "we never lose the faith". Post que dedico ao nosso amigo Rafeiro Perfumado, bom vivan da noite lisboeta, grande fadista e o melhor tocador de toda a Alfama e Mouraria juntas. Que contes muitos e felizes, connosco a ajudar-te a apagar as velas!
Feliz aniversário!

18 de fevereiro de 2009

Anormalidades


Roma © VJ, Set. 2008

Certamente que este respeitável ser humano também deve ter as suas "anormalidades", a começar pelo seu famoso olhar de lobo mau calçado de Prada à espera do capuchinho vermelho. E eu até nem teria nada a ver com isso se ele não tivesse o descaramento de incentivar sentenças proféticas de muito mau gosto sobre como dormimos e com quem dormimos. É que não se trata apenas de uma questão de "sono"... mas sobretudo de sentimentos. Consola-me chegar à conclusão que a Igreja deve ter 30% do seu clero em estado "anormal", para grande angústia e preocupação do senhor dos sapatos vermelhos...
Menos mal que já vai longe o tempo da fogueira, caso contrário voltaríamos a ver nas nossas praças filas de homens e mulheres de velas acesas na mão a cantarem o Glória a caminho das labaredas.

E vem esta conversa toda a propósito das sandices do costume, desta vez ditas pelo nosso cardeal Saraiva Martins. A Igreja Católica Apostólica Romana irá longe assim, muito longe...

Haja paciência e algum dó da nossa inteligência zzzzz

14 de fevereiro de 2009

Valentine's day!


© VJ, Fev. 2009

Não é que no fim destes dias de "vigilância canina" o Mondego revelou-se um bicho adorável?
Ontem à noite apareceu-me no escritório nesta figura :-))
Em meu nome, do bom e fiel Mondego e do Valentine o nosso grande obrigado pelos mimos e pelos incentivos que foram deixando por aqui.
Tudo está bem quando acaba BEM!

7 de fevereiro de 2009

Chamo-lhe Mondego


© VJ, Jan. 2009

Costuma-se dizer que quem tem medo compra um cão. Não comprei, mas pelo sim pelo não pedi este emprestado para guardar aqui a porta do escritório durante a próxima semana. É que apesar de hoje ser sábado alguém foi ao calendário e rabiscou por cima: "segunda-feira". A princípio fiquei indignado depois ponderei e acrescentei um recado para mim mesmo: "tens seis dias para mostrares o que vales".

2 de fevereiro de 2009

Terra Autêntica


Serra do Caramulo © VJ, Jan. 2009

No cimo daquelas serranias a rudeza das pedras transforma-se em vida e numa paz imensa. Ali o Homem e a Natureza convivem, misturam-se, celebram-se. Apeteceu-me ficar naquele tempo sem horas, naqueles dias sem tempo onde o pouco é tudo. Ali o vento e os prados têm cheiro a verdade e os sabores da terra descobrem a pureza da alma de quem os oferece.

29 de janeiro de 2009

Flor de tu - Beijo do eu


"Praia da Felicidade" © VJ, Ago. 2008

A imensidão do mar, a suavidade da areia, a luz do sol, o calor da terra e a energia do vento...
Para ti um pedaço do que te faz feliz. Um pedaço de nós.
Muitos parabéns querida Va Lejos, que tenhas um dia lindo e cheio de flores.
Beijo terno do Eu!

28 de janeiro de 2009

Tons de Inverno


Lago de Sanábria (ES) © VJ, Dez. 2008

Em dias cinzentos e chuvosos com este, de causarem a maior neura ao mais optimista dos mortais, só me dá para sonhar com um bom sofá, um bom filme e uma boa "manta" ou então solicitar o serviço de teletransporte até um qualquer destino estival, na ansiosa procura de um Verão que ainda está longe de chegar. Detesto o Inverno, pronto!
Escrevo esta inspiradíssima prosa enquanto bebo uma chávena de chá e ganho balanço para mais alguns dias, de chuva ...

(Há quanto tempo não escrevia aqui. Já tinha saudades.)

13 de janeiro de 2009

Amarras Urbanas


© VJ, Jan. 2009

Para ver, pensar e sentir, com total liberdade.

7 de janeiro de 2009

Mar, identidade e identificação


Oceanário de Lisboa © VJ, Jan. 2009

Passaram quatro dias da minha visita inaugural ao Oceanário de Lisboa e chego à conclusão que fiquei por lá, hipnotizado por aquele mundo extraordinário e pela sensação de calma e de harmonia que me transmitiu, como sempre me transmite o mar. Em qualquer outra encarnação devo ter sido peixe num imenso oceano azul. Sinto-me bem naquele mundo...

De lá trouxe ainda a maresia das palavras de Sophia de Mello Breyner:

Quando eu morrer voltarei para buscar

Os instantes que não vivi junto do mar

Mar-Poesia, Inscrição, p. 40