
Funchal, fogo do fim-de-ano.
A procura de mim pelos caminhos do tempo

FIX YOU by COLDPLAY !
Sexta-feira, final da tarde, não dei conta que estava há horas mergulhado no silêncio do escritório. Apeteceu-me quebrar tanta pasmaceira com um pouco de adrenalina; tive sorte, do rádio sairam os Coldplay e uma das minhas músicas preferidas, que estes joves tocam magistralmente. Será escusado dizer que o escritório virou discoteca num abrir e fechar de olhos.
Fiquem bem e bom fim-de-semana! Ah, e não se esqueçam de serem felizes ;)

Considero precipitada a ideia do boicote aos Jogos Olímpicos, o que apenas poderá beneficiar o próprio governo chinês, escudado no papel de vítima. Não só os atletas como o mundo inteiro deviam viajar para a China e invadir a capital, dar cabo da paciência da polícia e dos serviços secretos, que já devem andar num fernezim. Muitos jornalistas, muitas reportagens, muitos directos, muitas entrevistas de rua, muito falatório... Os Jogos serão uma excelente oportunidade e já estão a ser no que diz respeito ao dossier Tibete. Quanto a mim será o princípio do fim de "um país dois sistemas". Aliás um fim expectável a médio prazo. E o que virá a seguir? Não sei. Sei que isto vai ser uma enorme dor de cabeça para a diplomacia e para a economia das nossas queridas e tão democráticas nações, sempre atentas a reivindicar os valores democráticos, os direitos humanos e a liberdade dos povos.
Defendo a liberdade para os tibetanos, mas também a liberdade para os chineses.
Nota: como o governo chinês é muito dado a encenações, resolveu numa atitude desesperada iniciar a limpeza da capital de população indesejável, sim, aquela que nos querem fazer crer que não faz parte do dia-a-dia da cidade. Constam do elenco dos expulsos milhares de mendigos, emigrantes clandestinos, prostitutas, gente ligada ao jogo clandestino, etc. As autoridades querem iludir quem? Quanto a mim a elas próprias. Os Jogos ainda não começaram mas para Pequim "the game is over".
Enquanto não reúno o material necessário para fazer o post que prometi à Safira, deixo-me encantar pelo som dos eternos Cocteau Twins e em especial por esta música, que me tem acompanhado esta semana, talvez por me sentir um pouquinho nostálgico com a chegada antecipada da Primavera :) Enfim, estados de espírito, o meu de momento está assim: Lazy Calm, bem de acordo com o título desta melodia.
Se tiverem paciência ouçam e vejam vídeo, é um bom momento de relaxamento e de introspecção.
E cá estou eu de novo de chávena de chá na mão. Sabe tão bem ;)
Ontem os "The Cure" actuaram mais uma vez em Portugal. Terá sido um bom concerto que perdi, o que não perdi foi uma noite excelente na boa companhia de alguns amigos, da MCG e da Va Lejos. A MCG fez anos preparou-nos um repasto divino e depois levou-nos para a má vida. Acabámos num bar apinhado de gente, cheio de fumo de tabaco (já não estava habituado) e onde nos perdemos a dançar até às tantas. Por sorte o dj só passou música do "nosso tempo", dos anos 80, onde os "The Cure" não deixaram de marcar presença. Resultado, não fui ao concerto mas dancei à farta, além da música destes senhores também marchou o "Like a Virgin" da Madona!!
Hoje, dia de ressaca, ao ler a notícia atrasada do jornal sobre o espectáculo que iria acontecer no Pavilhão Atlântico, é que dei conta que a primeira vez que estes senhores vieram a Portugal foi no Verão de 1989, ou seja, há praticamente 19 anos. Tratou-se do primeiro concerto de estádio a acontecer entre nós e eu estive lá, só me custa acreditar que foi há tanto tempo. O importante é que ontem, tal como nessa noite de Verão adolescente, dancei e diverti-me muito!


E o nosso país com uma costa destas, com uma tradição marítima ímpar à escala global, que tem a dizer do seu mar, dos estudos oceanográficos, do potencial científico e energético que representa? Nada, não é? Enfim... o costume. Temos o país que temos porque temos o povo que temos, desinteressado, pouco participativo e com muito pouca consciência cívica.
Aqui fica o meu contributo: a publicidade à abertura do site português da Greenpeace e à sua campanha dedicada à defesa dos Oceanos. Leiam, participem e divulguem.
Hmmm... como ia agora a calhar uma massagem de pedras quentes, num ambiente de incensos, à média luz, com música suave ou apenas ouvindo a água a correr, e sentir o relaxamento profundo que esta massagem oferece. Sou um viajante burguês, confesso, gosto de mimos e de bons tratos. À conta disso ando a namorar uma ida a Marrocos para experimentar os fabulosos hammans.

Dizia eu que não havia filmes de jeito em cartaz, enganei-me. Fui ver a "Expiação" e confirmo ser um filme de referência, um melodrama inteligente, narrado e filmado de forma sublime, surpreendente mesmo. A cena da fonte é marcante, pena eu não ter conseguido uma imagem de Robbie a acariciar a água onde Cee tinha acabado de mergulhar.
"Expiação" merece todos os elogios e prémios. Para o mercado interno, é mais um exemplo de bom gosto, sensibilidade e de bom senso, tudo aquilo que tem faltado à cinematografia nacional, rendida ao público da TVI, ao vocabulário ordinário (onde "f..." é a palavra mais trabalhada) e à exibição vulgar do corpinho de Soraya Chaves. Para além disto resta-nos o canto do cisne de um cineasta que filma para ele próprio e nós ainda lhe pagamos para isso. Ouvi dizer que o último trabalho é sobre Colombo nascido em Cuba do Alentejo.
depois de um mau dia como este o que me apetecia mesmo era mandar tudo àquela parte, enfiar-me na ópera mais próxima, embebedar-me com champagne e dançar toda a noite ao som do Hong Kong Garden. Doidos por doidos ao menos que sejam divertidos.






Nessun dorma!... Nessun dorma!...
Tu pure, o Principessa,
nella tua fredda stanza
guardi le stelle che tremano
d'amore e di speranza!
Ma il mio mistero
è chiuso in me,
il nome mio nessun saprà!
No, no, sulla tua bocca lo dirò,
quando la luce splenderà!
Ed il mio bacio scoglierà
il silenzio che ti fa mia!
Il nome suo nessun saprà...
E noi dovrem ahimè, morir, morir!...
Dilegua, o notte! Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle! All'alba vincerò!
Vincerò! Vincerò!
Turandot, G. Puccini





Dançar e ver dançar. Ora aí está um dos grandes prazeres da vida. E saber fazê-lo com raça, então melhor ainda. Este tipo sabe como nínguém do que falo. Senhoras e senhores, Joaquín, el Cortés.

Voltei de uma viagem por duas vezes adiada, à terceira foi de vez. Estava escrito que era assim que deveria ser. Agora é tempo de arrumar as tralhas, sacudir o pó da viagem e organizar a agenda dos próximos tempos. Foi um fim-de-semana francamente marcante. Estava mesmo a precisar da tranquilidade mágica das Sequóias, de sentir o meu silêncio e ... claro, de regressar ao colo da deusa mãe, ao princípio e ao fim de tudo, por outras palavras, ao Monte da Lua.
Este é o único sítio do meu país com o qual me identifico inteiramente, de uma ponta à outra. Ali sinto-me bem. Porquê? Não consigo explicar. Talvez por ser um lugar romântico, calmo e ao mesmo tempo exuberante. Por ali tudo ser terra e mar, sol e lua, mistério e essência. Ali sinto-me EU, livre e preenchido. Se sempre percebi isso, por que razão não vou lá mais vezes? Não fico lá? Não vivo lá? Relembrando bem a minha história... percebi que vou só quando sou "chamado". Pode parecer estranho, mas é isso mesmo que tem acontecido. Ali cumprem-se rituais, ali só entram os iniciados, ali só ficam os eleitos. Ali é a Delfos atlântica, onde os caminheiros, peregrinos, viajantes, ou chame-se o que se quiser, vão ouvir os oráculos divinos, vão descodificar os sinais das suas vidas.~
Certo é que sem querer dei por mim a fazer o "caminho", pela mata da Pena, seguindo os trilhos só decifrados por alguns em direcção ao templo da Deusa Mãe. A guiar-me tive dois sacerdotes EMIGUS e um imenso mar de pirilampos. Percebi a mensagem, percebi os sinais, percebi a energia. Ali tudo se completa, ali tudo faz sentido. Cumpri o ritual, renovei, cumpri o devir, renasci.
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