26 de setembro de 2007

E se um homem receber flores?


Esta manhã (PT)

Ao contrário da maioria dos homens que, por vergonha ou medo de alguma coisa, cultivam uma aparente indiferença, eu gosto MUITO de receber flores, mais ainda flores brancas. E quem mais me chegaria a casa com um braçado delas? Claro... Só a mulher que melhor me conhece, a minha mãe!
Este foi um presente que recebi e que gostaria de partilhar com a bruxinha, o avozinho e a avozinha. Um mimo de longe, com muito ânimo na esperança de dias melhores.

10 de setembro de 2007

Caruso


Veneza (IT), Mai. 2005

A melhor, a única, a irrepetível canção de Lucio Dalla

6 de setembro de 2007

Ao amanhecer eu vencerei!


Corriere della Sera (08.09.2007)


Nessun dorma!... Nessun dorma!...
Tu pure, o Principessa,
nella tua fredda stanza
guardi le stelle che tremano
d'amore e di speranza!
Ma il mio mistero
è chiuso in me,
il nome mio nessun saprà!
No, no, sulla tua bocca lo dirò,
quando la luce splenderà!
Ed il mio bacio scoglierà
il silenzio che ti fa mia!

Il nome suo nessun saprà...
E noi dovrem ahimè, morir, morir!...

Dilegua, o notte! Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle! All'alba vincerò!
Vincerò! Vincerò!

Turandot, G. Puccini

5 de setembro de 2007

Um mar de linho branco


Jayanta Shaw/REUTERS
Missionárias da Caridade, a congregação criada por Madre Teresa, vestem-se de linho branco numa oração, em Calcutá, em homenagem à missionária, no dia dos 10 anos da sua morte. "Público, 5 de Setembro, 2007"
Será que a televisão vai passar documentários, séries, entrevistas especiais? Imagino que não. O mais importante foi a luz que ela deu e continua a dar aos nossos corações, tantas vezes cerzidos a fios negros.

29 de agosto de 2007

HELLAS


Azul e Branco, as cores do Egeu e da Grécia (Hellas), Ago. 2005

A Grécia arde, a nossa casa arde também.

27 de agosto de 2007

Mar Mistério Mar Destino


Cabo da Roca (PT), Ago. 2007

O mar provoca em mim um enorme apelo à evasão e à introspecção. De preferência quando o cenário é algo mais que sol e água. Deve ser um qualquer instinto místico que impele este viajante para as ilhas e os litorais deste mundo.
Mais uma vez não fugi à regra, as viagens de Verão têm de ter mar e pôr-do-sol. Este foi simplesmente mágico.

19 de agosto de 2007

Cheguei!


Azóia (Sintra, Ago. 2007)

O tiro foi certeiro, o Convento de São Saturnino é mais um de tantos tesouros que povoam a serra de Sintra. Um lugar onde se respira uma imensa paz e só se ouve o barulho do silêncio. Por lá encontrei bom gosto, discrição, muito sol, um mar de tranquilidade e um burro que teimava em partilhar a minha piscina com vista para o Atlântico. E por que não?


Azóia (Sintra, Ago. 2007)

31 de julho de 2007

Fui!



Estou a fazer a mala para zarpar daqui a nada. O destino é bem perto e ao mesmo tempo suficientemente longe. Espero encontrar o cenário perfeito para uns dias de pura tranquilidade, na companhia da mãe terra e do deus mar. Pelo menos a vista do terraço promete, não?

21 de julho de 2007

Feliz Cumpleaños


Maiorca, Agosto, 2004

Parabéns caro Ed !! Que passes este teu dia com muita "ilusión" e com muita esperança no vosso dia de amanhã e no de Jayme. Um forte abraço desta longínqua Lusitânia Atlântica, saudoso das nossas longas e animadas conversas sobre Caetana, Pantoja e académicos. Enfim, tudo gente estupenda que nos encanta, verdad?
Saudades a Maiorca, quando puderes vai junto do mar e diz a Jaime que eu vivo aí, algures nesse imenso azul.

14 de julho de 2007



Recordarei com um sorriso o fio de ouro que trazias ao peito com a medalha da Rainha Santa, o teu arroz doce, as tardes passadas a ouvir rádio, o teu jeito carinhoso e sedento de amor.

Chegou hoje o teu Outono. Acabou-se a tua solidão. Agora sim, estás em paz.

7 de julho de 2007

Com raça !

Dançar e ver dançar. Ora aí está um dos grandes prazeres da vida. E saber fazê-lo com raça, então melhor ainda. Este tipo sabe como nínguém do que falo. Senhoras e senhores, Joaquín, el Cortés.

28 de junho de 2007

Vivamos a Vida



Gastemos mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando:

"Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu"

O medo afasta-nos das derrotas... mas das vitórias também.

Vivamos a Vida !!!

11 de junho de 2007

O Monte da Lua



Voltei de uma viagem por duas vezes adiada, à terceira foi de vez. Estava escrito que era assim que deveria ser. Agora é tempo de arrumar as tralhas, sacudir o pó da viagem e organizar a agenda dos próximos tempos. Foi um fim-de-semana francamente marcante. Estava mesmo a precisar da tranquilidade mágica das Sequóias, de sentir o meu silêncio e ... claro, de regressar ao colo da deusa mãe, ao princípio e ao fim de tudo, por outras palavras, ao Monte da Lua.

Este é o único sítio do meu país com o qual me identifico inteiramente, de uma ponta à outra. Ali sinto-me bem. Porquê? Não consigo explicar. Talvez por ser um lugar romântico, calmo e ao mesmo tempo exuberante. Por ali tudo ser terra e mar, sol e lua, mistério e essência. Ali sinto-me EU, livre e preenchido. Se sempre percebi isso, por que razão não vou lá mais vezes? Não fico lá? Não vivo lá? Relembrando bem a minha história... percebi que vou só quando sou "chamado". Pode parecer estranho, mas é isso mesmo que tem acontecido. Ali cumprem-se rituais, ali só entram os iniciados, ali só ficam os eleitos. Ali é a Delfos atlântica, onde os caminheiros, peregrinos, viajantes, ou chame-se o que se quiser, vão ouvir os oráculos divinos, vão descodificar os sinais das suas vidas.~

Certo é que sem querer dei por mim a fazer o "caminho", pela mata da Pena, seguindo os trilhos só decifrados por alguns em direcção ao templo da Deusa Mãe. A guiar-me tive dois sacerdotes EMIGUS e um imenso mar de pirilampos. Percebi a mensagem, percebi os sinais, percebi a energia. Ali tudo se completa, ali tudo faz sentido. Cumpri o ritual, renovei, cumpri o devir, renasci.

8 de junho de 2007

No dia em que o Avozinho fez anos


O meu bonsai mais velho e mais vivo

Faz uma semana que o Avozinho apagou 60 velas. Um dia muito especial de que eu não quis perder pitada e, claro, lá fui por esses montes acima ver o que se passava. Houve o merecido arraial, muitos comes e bebes, mas mais importante do que tudo isso, vi nos teus olhos emoção de alegria quando recebeste o teu "diploma de vida". E isso deixou-me muito contente. Estás maduro, sim, mas ainda muito vicoso e com os olhos raiados de verde esperança.
Parabéns, Avô!

20 de maio de 2007

Pontes ( II)




Estava a chegar ao limite e a precisar de parar um pouco, de mudar de rota e de cenário. E consegui! Estou exausto, mas surpreendentemente leve, já a pensar na semana de trabalho que aí vem com aquela adrenalina do tipo "venham mais cinco".
A receita foi simples: música, festa, arte, sensibilidade e, neste caso, além de bom senso e bom gosto, muita amizade e muitas pontes iluminadas.

18 de maio de 2007

11 de maio de 2007

28 de abril de 2007

~

YESTERDAY
IS HISTORY
TOMORROW
IS MYSTERY
TODAY
IS A GIFT
~
Parabéns para a minha querida Bruxinha, por nunca desistires do caminho, e votos de muitas felicidades para os príncipes da Camposa, que o vosso reino seja sempre azul.

25 de abril de 2007

Silêncio e tanta gente

Mais um aniversário se passou. Formulei para mim mesmo os habituais votos de muita saúde e de um pouco de sorte para poder chegar ao fim de cada viagem e dizer que valeu a pena. Pois isto de navegar é preciso, mas ter portos de chegada também.
Mas este ano dei por mim a formular ainda outro desejo - o silêncio. Entre os telefonemas de parabéns que recebi, raríssimos foram aqueles em que as pessoas mostraram francamente ter alguma coisa para me dizer ou querer dizer. Isto de cumprir calendário "no dia dos aniversários de", para tranquilidade da consciência de cada um ou remissão do pecado da ausência nos restantes 364 dias do ano, tornou-se para mim francamente insuportável. Já não estou com pachorra para este circo. Ser amigo dá trabalho e hoje ninguém está para ter trabalho. Pega-se num telefone, de preferência no horário que seja mais cómodo não ao aniversariante mas ao autor do telefonema, e despeja-se um "então parabéns", logo seguido de um "pronto, então aí deve estar a chover, não?".
Como dizia a Maria Guinot "às vezes é no meio de tanta gente que descubro afinal para onde eu vou". Por isso, decidi que para o ano o telefone estará desligado neste dia, sem direito a mensagem. Pode ser que assim as pessoas se toquem ou desandem de vez. Pode ser que assim se obriguem a parar, a escutar, a olhar, mais que não seja para dentro de si mesmas. Quem quiser que escreva um postal, uma carta ou um e-mail. Talvez assim percam dois minutos a pensar e, quem sabe, a escrever alguma coisa por muito banal que seja, mas que se pareça francamente com amor e amizade.