29 de janeiro de 2009

Flor de tu - Beijo do eu


"Praia da Felicidade" © VJ, Ago. 2008

A imensidão do mar, a suavidade da areia, a luz do sol, o calor da terra e a energia do vento...
Para ti um pedaço do que te faz feliz. Um pedaço de nós.
Muitos parabéns querida Va Lejos, que tenhas um dia lindo e cheio de flores.
Beijo terno do Eu!

28 de janeiro de 2009

Tons de Inverno


Lago de Sanábria (ES) © VJ, Dez. 2008

Em dias cinzentos e chuvosos com este, de causarem a maior neura ao mais optimista dos mortais, só me dá para sonhar com um bom sofá, um bom filme e uma boa "manta" ou então solicitar o serviço de teletransporte até um qualquer destino estival, na ansiosa procura de um Verão que ainda está longe de chegar. Detesto o Inverno, pronto!
Escrevo esta inspiradíssima prosa enquanto bebo uma chávena de chá e ganho balanço para mais alguns dias, de chuva ...

(Há quanto tempo não escrevia aqui. Já tinha saudades.)

13 de janeiro de 2009

Amarras Urbanas


© VJ, Jan. 2009

Para ver, pensar e sentir, com total liberdade.

7 de janeiro de 2009

Mar, identidade e identificação


Oceanário de Lisboa © VJ, Jan. 2009

Passaram quatro dias da minha visita inaugural ao Oceanário de Lisboa e chego à conclusão que fiquei por lá, hipnotizado por aquele mundo extraordinário e pela sensação de calma e de harmonia que me transmitiu, como sempre me transmite o mar. Em qualquer outra encarnação devo ter sido peixe num imenso oceano azul. Sinto-me bem naquele mundo...

De lá trouxe ainda a maresia das palavras de Sophia de Mello Breyner:

Quando eu morrer voltarei para buscar

Os instantes que não vivi junto do mar

Mar-Poesia, Inscrição, p. 40

31 de dezembro de 2008

2 0 0 9 - VAMOS A ELE!!!!

Praia do Almograve © VJ, Ago. 2008

Tudo indica que o ano que se avizinha vem marcado com os ferros da avareza e do mau feitio. Como a vida são dois dias e má onda não é para quem quer mas sim para quem pode, vamos lá receber e viver o tão enjeitado 2009 com uma forte determinação e vontade para fazermos dele o melhor que pudermos e soubermos. Deixo aqui os ingredientes da minha receita "home made".

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SAÚDE
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OPTIMISMO
.
C R I A T I V I D A D E
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ALEGRIA
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AMOR
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Tudo de bom para vós, sejam felizes e dancem muito!!!

28 de dezembro de 2008

Natal... a 38-39º


© VJ, Ago. 2008

Ao contrário do que o título possa sugerir, a minha ausência durante estes dias não se deveu a nenhuma viagem ao Brasil ou a África, o que até não seria má ideia... Os trópicos é que vieram ter comigo no dia 22 e só me largaram ontem. Quero com isto dizer que a temperatura do meu Natal caseiro andou pelos 38-39º, animado com muita tosse, muita transpiração, muita dor de tudo e de nada, muito cansaço e ainda com a visita não do Pai Natal, mas de um senhor de bata branca que me pôs a tomar uma série de coisas mal saborosas e nada parecidas com as prometidas rabanadas, aletria, pudim de pão, bolo rei e broinhas doces. Como podem imaginar o espírito natalício se já não era grande coisa andou abaixo dos valores mínimos aconselhados pela União Europeia. Tudo isto à conta da Senhora D. Gripe que não me visitava há dezoito anos e resolveu instalar-se de mala e cuia aqui no palácio logo no início das festas. Como podem imaginar foi um Natal lindo com muita paz e muito amor, na companhia da dita senhora e dos meus fiéis amigos Manta, Termómetro e Rolo de Papel, os únicos que me davam consolo cada vez que olhava para a mesa recheada de tudo o que se come apenas uma vez no ano. Ainda tenho atravessada a suprema humilhação daquele pedaço de cabrito assado do almoço de Natal que acompanhei com chá... Foi o must da saison...

Ao fim de cinco dias e de muitos tabalhos consegui mandar a senhora empatar a vida para outra freguesia e deixar-me gastar com mais dignidade e proveito os últimos cartuchos de 2008.

Um grande obrigado a todos os amigos que passaram por aqui e deixaram o vosso abraço ou que foram sabendo da minha tortura natalícia e lá mandaram um ou outro testemunho solidário de rouquidão, febre ou catarro.
A todos um abraço e votos de BOAS FESTAS!

17 de dezembro de 2008

Ouro, incenso e mirra


Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra © E. Carrero Santamaría, 2004

O mosteiro de Santa Clara-a-Velha de Coimbra abriu hoje ao público. Iniciaram-se em 1991 os trabalhos de recuperação daquele que ficará para a história como o maior estaleiro de arqueologia medieval europeu das últimas décadas. Tratou-se de uma obra morosa, muito dispendiosa e complexa do ponto de vista técnico e científico, que reuniu uma grande equipe de especialistas de diversas áreas. Após séculos submerso pelas águas do Mondego, o mosteiro encontra-se agora musealizado e oferece, entre outras valências, um belíssimo centro de interpretação que permite ao visitante viajar no tempo e compreender a funcionalidade e a monumentalidade daquele edifício iniciado nos finais do século XIII e construído na sua maior parte durante o século XIV, no reinado de D. Afonso IV. A título de curiosidade sublinho a descoberta do claustro gótico, um dos maiores da Europa do seu tempo, e o numeroso espólio encontrado nas escavações, que dará matéria para muitos trabalhos no futuro.

Santa Clara-a-Velha é um espaço único, com uma identidade muito própria e com uma história fascinante, que reflecte o bom que se faz entre nós em matéria de valorização e recuperação histórica e patrimonial. Além disso é um espaço que nos remete para a figura da sua fundadora, a Rainha D. Isabel de Aragão, e para os amores de Pedro e Inês.

Uma magnífica prenda de Natal. A não perder!

Nota: Como nem tudo são rosas, mesmo tratando-se de um edifício fundado pela miraculosa Rainha Santa, o site oficial ainda está, digamos..., "submerso". Temos pena porque estamos em 2008 e monumento sem site é um pouco pão sem sal. Mas como será a Quinta das Lágrimas a explorar a cafetaria, este será pormenor rapidamente resolvido.

13 de dezembro de 2008

O poder dos quatro elementos


El Puente, Sanábria (ES) © VJ, Dez. 2008

Como definir Sanábria? Diria que se trata de um lugar inquietante e misterioso, particularmente nesta época do ano, encantado por montanhas, bosques e lagos, onde a Natureza de confunde, se reinventa e se harmoniza num ritual místico quase perfeito. Em alguns momentos lembrei-me da Escócia, não faltando o grande lago para imaginarmos uma versão ibérica do Loch Ness... Gostaria de voltar, de preferência no início do Outono, há muito para ver e para caminhar por ali, e fica tão perto, a meia hora do Parque de Montezinho e de Bragança.
De todas as fotografias que tirei escolhi esta por conseguir sintetizar as cores daqueles tranquilos três dias sanabreses. O castanho das árvores, o cinzento escuro do xisto e do granito, o azul do céu, e o branco da neve, numa conjugação curiosa dos quatro elementos: terra, ar, água e fogo. Este último, espelhado na inegável sacralização deste espaço.
Em Sanábria eu diria que se sente e se vive, antes demais, a força da Terra!

11 de dezembro de 2008

Aniki-Bobó



Digam o que disserem da sua estética cinematográfica, e eu sou o primeiro a dizer que não me agrada, 100 anos feitos a trabalhar é obra e digno de todas as nossas homenagens.
O primeiro filme de Manuel de Oliveira é o meu preferido, talvez o único que vejo com muito gosto, como vi vezes sem conta quando a RTP nos brindava com estes clássicos nas tardes de domingo. Sei os diálogos quase todos de cor... É o retrato de uma época e de um país visto pelos olhos do Carlitos e dos seus amigos, que eram os de tantos outros "pardalitos" que povoavam as ribeiras das nossas cidades, vilas e aldeias.
Parabéns Manuel de Oliveira! Obrigado por este mítico ANIKI-BOBÓ, tantas vezes repetido em jogos de polícias e ladrões...

9 de dezembro de 2008

Fogo Grego


© VJ, Dez. 2008

No regresso de fim de semana deparei-me com as notícias dos graves acontecimentos que têm deixado a Grécia e todos nós em sobressalto. A situação é muito complicada, existem manifestações e confrontos violentos em várias cidades gregas, principalmente em Salónica e Atenas. Algumas ruas e praças da capital têm sido completamente varridas por uma onda de destruição sem precedentes. Muitas lojas, bancos e alguns dos seus hotéis foram palco de chamas, até a árvore de Natal colocada há poucos dias na Syntagma foi queimada. Porquê? Para quê? A indignação pela morte de um rapaz de 15 anos pelo tiro de um polícia foi o rastilho que desencadeou todo este tumulto. Será esta a forma mais correcta de a expressar? Estou certo que não. A razões para esta guerra urbana são mais profundas e complexas, prendem-se com a actual conjuntura de recessão e com o descontentamento de toda uma geração de jovens que têm tudo e não têm nada, e que se refugiam na anarquia e na violência. Precisamos de regressar ao debate de ideias, concordo e marcho por isso também! Mas qual é o ideal de tudo isto? Há alguma coisa que verdadeiramente justifique este procedimento? O Maio de 68 começou assim, nas ruas, em barricadas, mas havia um quadro ideológico em discussão, aqui há o quê?
Queimar por queimar renega o mito de Prometeu que ensinou os homens a usar o fogo. O meu fogo é de paz e de preocupação com aquele país (que deveria ser um exemplo de cultura e de cidadania) e com os amigos lusos que lá vivem. Por ele e para eles aqui fica o desejo que esta imitação muito mal conseguida do mítico fogo grego devolva a paz e o azul à Grécia.

5 de dezembro de 2008

Me voy!


Mosteiro de San Martín de Castañeda © Mauro A. Fuentes, 2007

Ainda a propósito destes dois anos do Ofício e da prometida reflexão. Sabem que mais, vou reflectir e fazer a festa da melhor maneira: viajando! Amanhã faço-me à estrada rumo a terras de Castela e Leão para um fim de semana prolongado longe das preocupações de trabalho, do computador, dos prazos para cumprir e da infindável pilha de livros para ler e analisar, para depois alguma história escrever. O mosteiro de San Martín de Castañeda será um dos locais a visitar da mítica Sanábria, assim a chuva e o nevoeiro o permitam. Até breve e fiquem bem!

1 de dezembro de 2008

2º Aniversário


@ VJ, Santorini (GR), Ago. 2005

Este blogue cumpre hoje o segundo aniversário, e eu nem sequer tenho tempo para lhe cantar os parabéns. Espero que nos próximos dias possa fazer a festa e a reflexão que se impõem. Para já fica a imagem do post com que inaugurei este meu Ofício de Viajante, já lá vão dois longos e preenchidos anos.
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OBRIGADO!!!
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26 de novembro de 2008

Sons e cores...


@ VJ, Jun. 2004

... a duas mãos. Para ver, ouvir e sentir,
com amor.

Memorável. Sem dúvida, o concerto do ano.

22 de novembro de 2008

(In)timidades


@ VJ, Loulé (PT), Ago. 2008

Continuando a remexer no meu baú fotográfico...
A poucos metros dali existe um largo muito simpático e acolhedor, naquela altura aquecido pelo sol e animado por um grupo de senhoras que palrava alegremente, enquanto dava seguimento à renda de um fim de tarde de Verão. Voltei atrás, fotografei, mas não lhe perguntei nem como se chamava nem por que razão se mantinha na sombra. Apenas tive vontade de lhe captar a alma, talvez por timidez, creio.

20 de novembro de 2008

Pra menina e pro menino


@ VJ, Chaves (PT), Ago. 2008

Na montra desta loja bem no centro de Chaves, entre outros elixires e unguentos, exibiam-se milagrosos pacotinhos com outros rótulos igualmente promissores, tais como: "Atrai dinheiro" ou "Ampolas Pau de Cabinda". Estranhamente a loja estava fechada, talvez por ser domingo, dia santo...
P.S. - Para qualquer dúvida ou esclarecimento do paradeiro do negócio, estejam à vontade. Não cobro comissão pela informação ;)

19 de novembro de 2008

A memória dos homens



Porque é frágil a memória dos homens e para que, com o tempo, não caiam no esquecimento os feitos dos mortais, nasceu o remédio da escrita para que, por meio dele, os factos passados se conservem como presentes para o futuro.
Arenga de 1260 (Viseu, AMGV / PERG / 08)

A ocasião foi lembrada em privado, condividindo o momento com alguns dos amigos que acompanharam e ajudaram a concretização deste projecto. Fazendo eco do testemunho de um deles, concordei não haver motivo para não o partilhar também aqui convosco. Como tive oportunidade de expressar em petit comité, não se trata de saudosismo, apenas de assinalar o que de bom a vida nos traz. Fez no dia 17 deste mês um ano que esta exposição foi inaugurada. Esteve aberta ao público durante três meses e contou com cerca de quatro mil visitantes, além de uma crítica muito favorável e encorajadora.

15 de novembro de 2008

O devir das estações


@ VJ, Out. 2008

Sábado, nem dei conta que se passou mais uma semana, de ensombrada que foi pela detestável espuma dos dias e pelos afazeres egoístas que, sem apelo sem agravo, nos vão tocando e envolvendo. Pensando bem, agora aqui falando comigo no sossego do escritório, e em jeito de balanço, recordo que me despedi de uma adorável anciã, que conhecia há muitos anos e a quem sempre dediquei um especial carinho de neto. Partiu deixando muitas saudades a todos os que com ela privaram. Era uma boa alma, essa coisa rara nos dias que correm: boas almas, seres bonitos e íntegros. E como os deuses nem sempre estão dispostos a facilitar-nos a vida, a meio da semana tive ainda de lidar com o rastejamento de uma cobra venenosa mas muito pouco inteligente, donde, rapidamente foi arquitectado um plano de autodestruição sem eu ter propriamente de lhe tocar ou gastar demasiadas calorias com o seu inevitável destino. Bastou e bastará a inteligência!
Enfim, o Outono mostra-se soalheiro mas não posso dizer que estes tenham sido uns dias luminosos. Tal como esta estação do ano, à qual até dedico particular estima, fico com a sensação que esta semana, apesar de aparentemente estéril, foi de preparação para o devir de novas "estações". O que é muito bom sinal! Além do caminho limpo das bichezas rastejantes, o projecto Egeu2009 começou a tomar forma, os marinheiros foram convocados à capitania e o moral está elevado. De Delfos recebi ainda um oráculo que me deixou optimista: "haverá pouco vento mas muitos remos, a nau lusitana carregará vinho e mel em Hellas. Assim os navegantes sejam dignos de Hermes e Posídon e saibam honrar Dioniso e Apolo".

Nos finais do Outono, depois do cair da folha, podam-se as videiras, recolhem-se as vides para de novo a planta reaparecer e frutificar. E assim se cumpre o eterno devir das estações.

9 de novembro de 2008

Coisas do meu (outro) Ofício


Mosteiro da Batalha
Estátua equestre de D. Nuno Álvares Pereria

Fui à guerra e venci, com trabalho e determinação, e sem pecisar de matar ninguém. URRA!


Um excelente exemplo do que por cá se começa a fazer em torno da nossa história e da preservação e compreensão do nosso património. Não percam o vídeo de entrada no site e depois não deixem de marcar uma visita ao museu.

5 de novembro de 2008

The hands that built America

A melhor notícia política do ano: ganhou o Barak Obama!

Confesso que já tinha este post escrito na minha cabeça há alguns meses atrás, incluindo o tema da banda sonora.
Sem grande ilusões mas com alguma esperança, torci pelo dia em que estas mãos que construíram a América também a pudessem governar e com isso dar um novo alento a um mundo desconjuntado, pela ganância, pelo fundamentalismo e pela estupidez humana.
Hoje fez-se história. E espero que no futuro ela seja contada pelos melhores motivos. Na minha opinião a vitória destas mãos é a resposta que a América acabaria por ter de dar ao 11 de Setembro. Levou o seu tempo, é certo, muitas asneiras entretanto foram feitas. Mas está dada. A ver vamos se além da cor, a esperada mudança é também ela firmada com a voz grossa do povo negro.

1 de novembro de 2008

Oktapodi



Uma prenda enviada pela minha cara amiga Helena de Tróia e que cumpriu inteiramente o objectivo a que se destinava, alegrar o intervalo do trabalho. E se alegrou. Vejam é fantástico! Aproveito o tema e o cenário da animação para relembrar aos interessados (e felizmente são muitos) que depois destes meus afazeres mais urgentes darei notícias sobre o projecto Egeu 2009. Pelos vistos incentivos não nos faltarão. Obrigado Helena!